Hoje falaremos um pouco sobre o
cinema pernambucano. A partir dos anos 2000, o cinema de Pernambuco se consolidou
como um dos polos mais inventivos do cinema nacional. Vários diretores como
Claúdio Assis, Guel Arraes e, ultimamente Kléber Mendonça Filho que, recentemente
ganhou o prêmio no último Festival de Cannes, são os maiores expoentes dessa
safra de contadores de histórias.
O cinema pernambucano tem como características
a exploração de temas urbanos e políticos, assim também como questões de
religiosidade, tudo isso tendo como referências o cinema de Hollywood aliado a
outras vertentes do cinema mundial.
Hoje vou falar sobre 3 filmes, pra
vocês curtirem no seu fim de semana. Então, vamos lá.
1.
O SOM AO REDOR
É
o primeiro filme longa metragem do Kléber. A história fala sobre a chegada de
uma empresa de vigilância privada num bairro localizado na cidade de Recife. E
a chegada dessa empresa altera a dinâmica de toda vizinhança. O filme aborda
questões como segurança, privacidade e relações de poder existentes dentro de
uma comunidade. Filmão, vale muito a pena ver.
CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS
Dirigido
por Marcelo Gomes, a história se passa no sertão nordestino de 1942, e a gente
acompanha a viagem de Johann, um alemão que para fugir da guerra, percorre o
interior do Brasil para vender aspirinas, daí o título do filme! Esse trabalho belíssimo
explora temas como o valor da amizade e as transformações sociais que o Brasil
enfrentava naquela época. Foi incluído na lista dos 100 melhores filmes brasileiros
de todos os tempos pela Abracine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).
A LUNETA DO TEMPO
Dirigido
por ninguém mais ninguém menos que o próprio Alceu Valença. Sim, pra quem não
sabe, o Alceu tem uma forte conexão com o cinema e ele tinha um sonho antigo de
fazer um filme. Foram necessários apenas 30 anos pra que ele pudesse realizar
esse sonho! E aqui ele aborda a história de Lampião e Maria Bonita, mesclando a
realidade dos fatos históricos com a fantasia. O interessante é que todos os diálogos
são feitos em rimas, mostrando que o trabalho que o Alceu faz aqui é
praticamente o de um cordel filmado! O filme explora temas como o Velho Oeste,
dentro da realidade nordestina. Poético, denso e absurdamente interessantíssimo.
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